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Sobre Brasília

 

Brasília surgiu como uma flor do deserto, dentro das áreas e escalas que seu urbanista criou, vestida com as fantasias da minha arquitetura. E o velho cerrado cobriu-se de prédios e de gente, de ruído, tristezas e alegrias.

Oscar Niemeyer, “As Curvas do Tempo”

 


A História

     A história de Brasília surge com as primeiras idéias de uma capital brasileira no centro do país. Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em 1716, sugeriu pela primeira vez a necessidade de interiorizar a capital do país. Em 1821, José Bonifácio de Andrada e Silva, estadista brasileiro, retoma o assunto da interiorização da capital, sugerindo o nome Brasília.

     A primeira sede administrativa do Brasil foi São Salvador (atualmente Salvador), onde funcionou de 1578 até 1763, transferida posteriormente para o Rio de Janeiro. Entretanto, desde o início da colonização a idéia de uma capital no interior esteve sempre presente. Apesar da falta de evidências, credita-se a originalidade da idéia ao Marquês de Pombal (1699-1782), que desejaria, então, uma capital inexpugnável, não apenas para a colônia, mas de todo o reino português.

     Em 1808, a corte portuguesa refugiou-se no Rio de Janeiro. Em 1809, William Pitt, primeiro-ministro do Reino Unido recomenda, por motivos de segurança, a construção de uma Nova Lisboa no Brasil central.

     A partir de 1813, Hipólito José da Costa, em repetidos artigos de seu Correio Braziliense, reivindicava "a interiorização da capital do Brasil, próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste".

    Em 1821 José Bonifácio preparou a minuta de reivindicações da bancada brasileira para a parecer da comissão encarregada da redação de aditamentos à constituição. Acredita-se que tais reivindicações inspiraram a publicação em 1822 de um in-fólio sob o título de "Aditamento ao projeto de Constituição para fazê-lo aplicável ao reino do Brasil", em que se sugere "no centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital desse Reino, com a denominação de Brasília".

     José Bonifácio de Andrada e Silva, tão logo viu proclamada a independência do Brasil, ofereceu à assembléia constituinte, a que então presidia, uma Memória, onde demonstra as vantagens "de uma nova capital do Império no interior do Brasil, em uma das vertentes do rio São Francisco, na recém criada comarca de Paracatu do Príncipe, que poderá chamar-se Petrópole ou Brasília...".

     Na legislatura de 1852 a questão tornou a ser ventilada, despertando a atenção do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, Visconde de Porto Seguro, que defendeu ardorosamente no compêndio "A questão da capital marítima ou no interior?". Coube-lhe a primeira verificação prática no local (1877).

Apontou então como local mais apropriado "para a futura capital da União Brasílica o triangulo formado pelas lagoas Formosa, Feia e Mestre d'Armas, das quais manam águas para o Amazonas, para o São Francisco e para o Prata!". Determinava assim, com oitenta e três anos de antecedência, o ponto onde se iria instalar a nova capital.
 


São João Melchior Bosco, o nosso Dom Bosco, santo Italiano nascido em 1815 e fundador da Ordem dos Salesianos, em 30 de agosto de 1883 teve o seu famoso sonho, onde vislumbrou uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um grande lago, entre os paralelos 15º e 20º, e que repetidamente uma voz lhe dizia que "...quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. Será uma riqueza inconcebível..."

     Com o advento da república, volta a velha questão à tona, sempre ligada à defesa e ao desenvolvimento do país, afirmando-se expressamente, no art. 3o.da constituição republicana de 1891; "Fica pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.000 km², que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal." Floriano Peixoto (segundo presidente da república) deu objetividade ao texto, constituindo-se a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892).

     No ano de 1892, uma comissão de 21 pesquisadores, liderada pelo geógrafo e astrônomo Luiz Cruls, recebeu do presidente da República, Floriano Peixoto, a missão que marcaria a história do Brasil, demarcar região dentro do Planalto Central que deveria abrigar a nova Capital do Brasil.

       A Missão Cruls, que saiu do Rio de Janeiro em direção ao Planalto Central em junho de 1892, usou a Ferrovia Mogiana para cumprir, em sete meses, um percurso de 4 mil quilômetros. Os pesquisadores realizaram estudos inéditos como mapas climáticos e topográficos, registrosde fauna e flora. Também se preocuparam em fazer um inventário etnográfico das populações rurais.

     Entre os seus membros estava o jovem oficial e engenheiro Hastimphilo de Moura que registrou em cadernetas, diariamente, toda essa aventura. E como que prevendo a importância de seus registros, preenche a primeira página com a seguinte frase:

       “Neste livro vou inscrever todas as impressões e acontecimentos da viagem a Goyaz, quer sejam agradáveis, quer desagradáveis; só tendo porem em vista render culto e homenagem a mais pura verdade, procedendo com a maior isenção de espirito.”
 
     A missão apresentou substancioso relatório, delimitando, na mesma zona indicada por Varnhagen, uma área retangular que ficou conhecida como Retângulo Cruls.
 
      As Cadernetas da Missão Cruls são as peças documentais mais antigas recolhidas ao Arquivo Público do Distrito Federal. Elas retratam como um romance de época, o dia a dia da Missão que determinou a área onde, posteriormente, foi construída a Capital Federal.

    

     Durante vários anos pouco se falaria na questão, e, na verdade, para tão arrojado plano, naquela época, seria necessário vencer as distancias com razoáveis estradas de ferro até o mar, exigindo uma tecnologia de que não dispunha o Estado.

     Muito embora a constituição de 1934 previsse a interiorização da capital federal e ordenasse que, "concluídos os estudos, serão apresentados à Câmara dos Deputados, a qual tomará, sem perda de tempo, as providencias necessárias à mudança", sobreveio a carta constitucional de 1937 e foram esquecidos tais propósitos. Reapareceu o mesmo texto no art. 4 das disposições transitórias da constituição de 1946, motivando a comissão chefiada pelo engenheiro Poli Coelho, que reconheceu a excelência do local já preconizado. Outra comissão, constituída em 1953 e presidida (em 1954) pelo general José Pessoa, completando os estudos já realizados, delineou a área de futura capital entre os rios Preto e Descoberto, e os paralelos 15o30' e 16o03', abrangendo parte do território de três municípios goianos (Planaltina, Luziânia e Formosa), o que foi aprovado.

     Em 09 de dezembro de 1955, o presidente da Repúbica em exercício, Nereu Ramos, através do decreto n.38.261 transforma a Comissão de Localização da Nova Capital do Brasil, em Comissão de Planejamento da Construção e da Mudança da Capital Federal, da qual foi presidente, de maio a setembro de 1956, o doutor Ernesto Silva, que, a 19 de setembro, lançou o concurso nacional do Plano Piloto de Brasília.

     O arquiteto Oscar Niemeyer foi escolhido para chefia do Departamento de Urbanística e Arquitetura, sendo encarregado de abrir concurso para escolha do plano-piloto; assim, em março de 1957, uma comissão julgadora constituída por sir William Halford, Stano Papadaki, André Sive, Oscar Niemeyer, Luís Hildebrando Horta Barbosa e Paulo Antunes Ribeiro escolheu o projeto do arquiteto Lúcio Costa.

    Em 15 de março de 1956, já empossado, Kubitschek assinou a Mensagem de Anápolis polis, lançando as bases da Companhia Urbanizadora da Nova Capital, Novacap, transformada na Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956, cujo artigo 33 sacramentou o nome Brasília. para a futura capital. O engenheiro Israel Pinheiro foi nomeado como o primeiro presidente da Novacap, dando início aos trabalhos de terraplenagem em 3 de novembro de 1956.

     Em 31 de dezembro de 1956, antes do início da construção do Plano Piloto, ficou pronta a Ermida Dom Bosco, às margens do Lago Paranoá, exatamente na passagem do paralelo de 15º.

     No dia 02 de outubro de 1956, em campo aberto, o presidente Kubitschek assinou o primeiro ato no local da futura capital, lançou então a seguinte proclamação: "Deste planalto central desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino."


Curiosidade

   
   

Por volta de 1930, Juscelino, ainda um jovem estudante, viajou pelo Mediterrâneo e visitou no Egito a cidade de Tell El-Amarna, a Akhetaton. Essa visita definiria parte da história de nosso País. Ali, em meio às areias quentes do deserto, surgiu a semente da cidade que, um dia, seria chamada de Brasília.
 
“Levado pela admiração que tinha por esse autocrata visionário, cuja existência quase lendária eu surpreendera através das minhas leituras em Diamantina, aproveitei minha estada no Egito para fazer uma excursão até o local, onde existira Tell El-Amarna.”

“...vi os alicerces da que havia sido a capital do Médio Império do Egito. A cidade media oito quilômetros de comprimento por dois de largura. À margem do Nilo, jardins verdejantes haviam sido plantados e, atrás deles, subindo a encosta da rocha, erguera-se o palácio do Faraó, ladeado pelo grande templo.”

“...tudo ruínas! O grande sonho do Faraó-Herege convertido num imenso montão de pedras, semi-enterrado na areia !”

 “Hoje, tanto tempo percorrido, pergunto-me, às vezes, se essa admiração por Akhenaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama, distante e de certo modo romântica, que acendeu e alimentou meu ideal, realizado na maturidade, de construir, no Planalto Central, Brasília – a nova Capital do Brasil.”

(Do livro : Meu Caminho para Brasília, JK, página 111)

Palavras do próprio Juscelino Kubitschek que revelam de onde teria vindo a sua determinação e inspiração de construir a nova Capital brasileira em pleno Planalto Central.

Como em Brasília, Akhetaton possuia uma avenida que cortava a cidade de norte a sul. Essa grande avenida tinha mais de trinta e oito metros de largura; talvez tenha sido a maior rua do mundo antigo. O objetivo daquela extensa largura era promover desfiles de carruagens da família real e ser um grande largo para as festividades populares ao deus Aton. A cidade completa, incluindo suas demais ruas internas, dispersava-se para todos os lados em vinte e sete quilômetros, abrangendo os subúrbios de ambas as extremidades. Ali foram construídos templos e moradias para a classe média, composta de arquitetos artesãos e escribas. Além do bairro norte, construiu-se uma aldeia para obrigar os trabalhadores mais modestos, que trabalhavam as pedras e fabricavam os tijolos de barro para as construções.

Por : Paulo Ilha - Consultor - Brasília/DF


A Construção

          Imaginar Brasília despida das fantasias de Oscar Niemeyer é como pensar o Vaticano sem a Basílica de São Pedro ou a Acrópole sem o Partenon. Autor de mais de 50 projetos que vão dos palácios às casas populares, o arquiteto é o grande responsável pela “cara” da cidade. Niemeyer não só desenhou as principais obras do conjunto arquitetônico de Brasília – construído a partir do Plano Piloto do também arquiteto e companheiro Lúcio Costa –, como enfiou o pé na lama para que o presidente Juscelino Kubistchek pudesse inaugurar a nova capital no dia 21 de abril de 1960, apenas três anos e sete meses depois do início da empreitada. Por uma daquelas características própria dos gênios, preferiu não participar da festa.

 
        A construção de Brasília se desenvolveu em ritmo alucinado, envolveu 30 mil operários e teve como premissa o pensamento urbanístico modernista de Le Corbusier. Mas Niemeyer foi além do mestre. Inventou curvas inusitadas, deu ritmo novo às colunas e fachadas, fez o concreto armado flutuar. Na nova capital do Brasil, a arquitetura fez-se leve, às vezes parecendo quase não tocar o solo. Ao visitar pela primeira vez a Praça dos Três Poderes, Le Corbusier, defensor ferrenho das linhas retas, rendeu-se à poesia das curvas do brasileiro: “Bravo, Oscar, bravo!”, exclamou, deslumbrado.

         O impacto do trabalho de Niemeyer em Brasília foi tão significativo que em dezembro de 1987 a cidade foi tombada pela Unesco como Bem Cultural da Humanidade, subvertendo os critérios até então utilizados para definição de patrimônio mundial. Com a decisão, Brasília, uma cidade então com apenas 27 anos, foi equiparada ao Palácio de Versailles, ao Vaticano, às Pirâmides do Egito e a Machu Pichu.

  
     Em 30 de junho de 1958, quando foi inaugurado o Palácio da Alvorada, com suas colunas aéreas, o escritor e ministro da Cultura francês André Malraux fez a seguinte declaração, de certa forma antecipando-se à avaliação da Unesco: “São o elemento arquitetônico mas importante desde as colunas gregas”. De fato, foi uma revolução. Niemeyer imaginava uma arquitetura ligada ao sistema de estruturas. A esta, incorporou avançadas técnicas brasileiras de concreto armado, fazendo inveja ao mundo.

   
   Sua preocupação, no fundo, foi conceber Brasília como um elemento novo e diferente, que não copiasse os módulos habituais da arquitetura, mas que suscitasse nos futuros visitantes um sentimento de surpresa e emoção, que constituiria a grandeza e a originalidade da nova capital.

      No Eixo Monumental, na direção do leste, estão obras como o Teatro Nacional, a Catedral Metropolitana e o Palácio do Itamaraty. Um pouco mais à frente, na Praça dos Três Poderes, localizam-se o Palácio do Planalto, o Palácio do Supremo Tribunal Federal e o edifício do Congresso. O Itamaraty parece emergir das águas, sem sustentação aparente, pois suas colunas saem diretamente de um espelho d’água no qual se reflete a simetria dos arcos de inspiração romana.

       O Congresso Nacional, edifício que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado, é composto por dois espigões paralelos ladeados por duas construções em semicírculo, uma côncava e outra convexa. No espaço entre os edifícios, o sol poente propicia uma das imagens mais bonitas da cidade. Quem vê as obras de Niemeyer em Brasília imagina que cada projeto é fruto de meses e meses de trabalho, o que não é verdade, na maioria dos casos. Com Juscelino pressionando arquitetos e engenheiros para que a cidade fosse inaugurada na data fixada, muitos dos projetos foram feitos com surpreendente rapidez. “Tinha de elaborá-los em tempo recorde”, escreveu Niemeyer. O teatro, por exemplo, foi projetado em apenas três dias de um carnaval.

  
   Nessa corrida contra o tempo, Niemeyer contou com a colaboração de brilhantes artistas, raramente citados. É o caso, por exemplo, de Marianne Peretti, que desenhou o vitral de 2 mil metros quadrados que cobre a Catedral, de Athos Bulcão, criador da fachada do Palácio do Itamaraty, e de Alfredo Ceschiatti, autor dos anjos suspensos que ficam no alto da cúpula da Catedral. Para entender melhor o empenho de Niemeyer na construção de Brasília é preciso mergulhar na história e relembrar a utopia de transformação da sociedade brasileira que inspirava os arquitetos modernistas. Niemeyer e Lúcio Costa acreditavam que a uniformidade dos blocos de apartamentos ajudaria a apagar as distinções de classe e que Brasília, um pólo irradiador do desenvolvimento, seria um exemplo a ser seguido por todo o país.

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Algumas obras de Oscar Niemeyer em Brasília

1957 – Casas Populares, Capela do Palácio da Alvorada, Palácio da Alvorada
1958 – Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, Museu da Fundação de Brasília, Casa de Chá, Catedral de Brasília (Catedral de Nossa Senhora da Aparecida), Casas Geminadas, Ministérios-Padrão, Capela Nossa Senhora de Fátima (Igrejinha), Teatro Nacional
1959 – Super Quadra 108 SUL, Hospital Distrital (atual Hospital de Base), Casa da Guarda Presidencial, Cine Brasília
1960 – Ceplan da Universidade de Brasília, Coreto na W3, Residência do Arquiteto, Instituto de Teologia da Universidade de Brasília, Instituto de Ciências da Universidade de Brasília
1962 – Sede e Sala de Exposição do Touring Clube, Ministério da Justiça (Palácio da Justiça), Ministério das Relações Exteriores – 2º Projeto (Palácio do Itamaraty)
1965 – Anexo II da Câmara dos Deputados
1967 – Ponte Costa e Silva (Ponto do Lago Sul), Residência Maria Luiza P. de Carvalho
1968 – Quartel-General do Exército
1971 – Anexo III da Câmara dos Deputados
1972 – Edifício Denasa, Edifício Oscar Niemeyer
1973 – Terminal Rodo-Ferroviário, Residência do Vice-Presidente da República – 2º Projeto (Palácio do Jaburu)
1974 – Anexo II do Ministério das Relações Exteriores, Sede da Telebrás, Residência de Flávio Marcilio
1978 – Anexo dos Ministérios-Padrão, Anexo IV da Câmara dos Deputados, Edifício Manchete
1980 – Memorial JK – 2º Projeto
1985 – Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves (Panteão da Pátria)
1986 – Igreja Ortodoxa (Catedral Ortodoxa), Restaurante do Pontão, Mercado das Flores, Centro de Treinamento do Banco do Brasil
1987 – Residência de Sebastião Camargo Correia
1988 – Casa do Teatro Amador, Espaço Oscar Niemeyer
1989 – Sede do Superior Tribunal de Justiça, Espaço Lucio Costa
1993 – Tribunal de Contas da União – Anexo
2000 – Centro Cultural Banco do Brasil
2006 – Centro Cultural da República

Veja mais sobre Oscar Niemeyer > Clique aqui


Vídeo sobre a construção de Brasília

 

Vídeo sobre Brasília

Vídeo sobre Brasília em 1967




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Relatório da construção do Plano Piloto  Sistema Viário de Brasília


 

Ponte JK  Projetos em Andamento

Galeria de Fotos  Mapas Específicos DF

Mapa interativo rodoviário


Veja Endereços - Abreviaturas,
logradouros e siglas


Principais datas da história da nossa Capital

1823

 

José Bonifácio apresenta projeto para mudança da capital e sugere o nome "Brasília" para a nova cidade.

1883

 

Dom Bosco tem seu famoso sonho.

1892

 

Nomeação da Comissão Exploradora do Planalto Central, a Missão Cruls, que dois anos depois demarca uma área de 14.400 km2 considerada adequada para a futura capital. Esta área ficou conhecida como o "Quadrilátero Cruls".

1922

07/09/1922

Colocada a pedra fundamental "da futura Capital Federal dos Estados Unidos do Brasil", perto da cidade de Planaltina, no perímetro do atual Distrito Federal.

1955

04/04/1955

Em um comício na pequena cidade de Jataí - GO, o candidato à presidência da república Juscelino Kubitschek, respondendo à pergunta de um eleitor, faz a promessa de que, se eleito, irá transferir a capital para o Planalto Central.

 

15/04/1955

A Comissão de Localização da Nova Capital Federal (que havia sido criada em 1953) escolhe o local definitivo onde será construída Brasília - o "Sítio Castanho".

1956

18/04/1956

Juscelino encaminha ao Congresso a Mensagem de Anápolis, propondo, entre outras medidas, a criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (a futura NOVACAP) e o nome de Brasília para a nova capital.

 

19/09/1956

O Congresso aprova por unanimidade o projeto, que se converte na Lei nº 2.874. Lançado o edital do Concurso do Plano Piloto. O edital foi publicado no Diário Oficial de 30/09/56.

 

22/10/1956

Iniciam-se as obras de construção da residência presidencial provisória, o futuro Catetinho, que será concluído em 31/10/56.

1957

15/03/1957

O projeto de Lúcio Costa foi escolhido vencedor. Observe-se que, nesta data, construções como a do primeiro aeroporto e a do Palácio do Alvorada já haviam sido iniciadas. Ou seja, a construção de Brasília se inicia em 56; a construção do Plano Piloto, já seguindo o projeto de Lúcio Costa, é que se inicia em 57.

1958

05/08/1958

Iniciado o primeiro asfaltamento.

 

05/06/1958

Foi fundada Taguatinga (atualmente a mais importante cidade-satélite do DF). Obs: embora Taguatinga tenho sido criada como "a 1ª cidade-satélite", já existia na época a "Cidade Livre", atual Núcleo Bandeirante.

1960

21/04/1960

Brasília é inaugurada. As festividades da inauguração já haviam se iniciado às 16h do dia 20 de abril. Às 9:30h do dia 21/04, os Três Poderes da República se instalaram simultaneamente em Brasília.

1961
a
1964

 

Durante os Governos de Jânio Quadros e de João Goulart, a construção da cidade e a transferência de órgãos da antiga capital (Rio de Janeiro) fica quase estagnada. A partir de 1964, Castelo Branco e os demais presidentes militares que o sucederam consolidam Brasília como a capital de fato do País.

1962

21/04/1962

Inaugurada oficialmente a UnB (Universidade de Brasília), tendo como primeiro reitor Darcy Ribeiro.

1967

09/03/1967

Inaugurada a Torre de TV.

1970

31/05/1970

Após mais de dez anos de construção, é inaugurada a Catedral de Brasília.

1971

21/11/1971

Inaugurada a 1ª etapa do Conjunto Nacional, o 1º "shopping center" da cidade.

1978

11/10/1978

Inaugurado o Parque da Cidade.

1981

 

Já se encontram construídos a maioria dos prédios mais importantes que formam, junto com o Congresso e a Torre de TV, a "skyline" da cidade. Ex: a sede da ECT (1977) e a sede do Banco Central (1981).

1987

07/12/1987

A cidade é tombada pela Unesco e registrada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

1990

15/10/1990

Brasília elege seu primeiro Governador e seus primeiros Deputados Distritais.

2000

 

A população total do DF supera 2.000.000 (dois milhões) milhões de habitantes.

2008

 

Brasília supera a marca de 1.000.000 (um milhão) de veículos em circulação.

2011

 

Brasília é eleita para sediar a abertura da Copa das Confederações de futebol em 2013, para sediar a maior quantidade de jogos da Copa do Mundo de futebol em 2014, para sediar jogos da Copa América de futebol em 2015 e para sediar jogos de futebol das Olimpíadas  em 2016.

 

Prefeitos e Governadores

17/04/1960 a 31/01/1961

Israel Pinheiro

22/08/1962 a 06/04/1964

Ivo de Magalhães

18/05/1964 a 15/03/1967

Plínio Reis de Cantanhede Almeida

31/03/1967 a 30/10/1969

Wadjô Gomide

04/11/1969 a 15/03/1974

Hélio Prates da Silveira

27/03/1974 a 28/03/1979

Elmo Serejo Farias

28/03/1979 a 02/07/1982

Aimé Alcebíades da Silveira Lamaison

02/07/1982 a 03/04/1985

José Ornellas de Souza Filho

08/05/1985 a 20/09/1988

José Aparecido de Oliveira

20/09/1988 a 12/03/1990

Joaquim Domingos Roriz

15/11/1990 a 01/01/1995

Joaquim Domingos Roriz

01/01/1995 a 01/01/1999

Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque

01/01/1999 a 01/01/2007

Joaquim Domingos Roriz

01/01/2007 a 11/02/2010

José Roberto Arruda

19/04/2010 a 01/01/2011

Rogério Rosso

01/01/2011 a 01/01/2015

Agnelo Queiróz

01/01/2015 a 01/01/2019

Rodrigo Rollemberg

 

Hino a Brasília
(Hino Oficial)
Letra: Geir Campos
Música: Neusa Pinho França Almeida


Todo o Brasil vibrou
e nova luz brilhou
quando Brasília fez maior a sua glória
com esperança e fé
era o gigante em pé,
vendo raiar outra alvorada
em sua História

Com Brasília no coração
epopéia a surgir do chão
o candango sorri feliz
símbolo da força de um país!

Capital de um Brasil audaz
bom na luta e melhor na paz
salve o povo que assim te quis
símbolo da força de um país!



Brasília, Capital da Esperança
(Hino Popular)
Letra: Capitão Furtado
Música: Simão Neto


Em meio à terra virgem desbravada
na mais esplendorosa alvorada
feliz como um sorriso de criança
um sonho transformou-se em realidade
surgiu a mais fantástica cidade
"Brasília, capital da esperança"

Desperta o gigante brasileiro
desperta e proclama ao mundo inteiro
num brado de orgulho e confiança:
nasceu a linda Brasília
a "capital da esperança"

A fibra dos heróicos bandeirantes
persiste nos humildes e gigantes
que provam com ardor sua punjança,
nesta obra de arrojo que é Brasília.
Nós temos a oitava maravilha
"Brasília, capital da esperança."


"O Distrito Federal é uma das 27 unidades federativas do Brasil, onde se localiza a capital federal Brasília, cujos limites estão onde termina o próprio Distrito Federal.  O artigo 32 da Constituição Federal de 1988 proíbe expressamente que o Distrito Federal seja dividido em municípios, sendo considerado uno. Brasília é constituída por toda a área urbana do Distrito Federal e não apenas a parte tombada pela UNESCO ou a região administrativa central, pois a cidade é polinucleada. A lei de organização do Distrito Federal é uma lei orgânica, típica de municípios e não uma constituição, como ocorre nos estados da federação brasileira. As regiões administrativas do DF não dispõem de autonomia político-administrativa, sendo seus administradores indicados pelo único eleito governador. Também vale esclarecer que órgãos oficiais de pesquisa, como o IBGE, o Dieese e o IPEA, não distinguem Brasília do Distrito Federal para efeitos de contagem e estatística, pois seus dados são sempre elaborados levando-se em conta o município. Como o DF não possui municípios, é considerado como um único ente. Brasília, legalmente e na prática, é uma cidade e o DF não tem capital." - Paulo Ilha - Consultor - Brasília/DF


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